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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SANTA FE DO SUL, Mulher, de 20 a 25 anos, Cinema e vídeo, Livros MSN - jcarvalho122@hotmail.com |
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Furacões, terremotos, Tsunamis, o Estado do Amazonas declarando calamidade pública por conta da seca dos rios, a temperatura do planeta cada vez mais alta, as queimadas descontrolas em Portugal. E detalhe: tudo acontecendo ao mesmo tempo. Acha isso estranho? Eu também acho.
O ano de 2005 pode ser considerado o ano dos desastres naturais. E isso pode ser percebido em todos os continentes, principalmente na Ásia. Essa onda de desastres naturais de proporções gigantescas começou justamente com uma onda, o Tsunami, que, no final do ano passado, inundou várias cidades litorâneas da Ásia , como o Sri Lanka, a Indonésia, Índia e Tailândia, vitimando mais de 250 mil pessoas, entre moradores e turistas. O acidente teve tanta repercussão que o mundo todo se mobilizou para mandar mantimentos e remédios para os sobrevives. Quando já não falava mais em Tsunamis, no mês de Setembro de 2005 aconteceram mais tragédias: a passagem do Furacão katrina causou danos enormes nos estados da Louisiana, Mississippi e Alabanda. Nova Orleans, conhecida como o berço do jazz, ficou parcialmente destruída. E mais uma vez pessoas de todos os lugares se movimentaram para ajudar os sobreviventes e desabrigados. Alguns dias depois anunciou-se mais um Furacão: o Rita, porém, um pouco mais fraco que seu antecessor. Quer mais? A América Central sentiu a força do Stan, causando centenas de mortes no México. Enquanto isso, no Brasil, satélites localizaram vários focos de queimadas nas áreas nos estados do Acre, Mato Grosso e Goiás. Estudos mostram que a cobertura de gelo no ártico é a menor em um século. Chega?
No dia 8 de Outubro, um terremoto de 7,6 na escala Richter, afetou o Paquistão, a Índia e o Afeganistão. Um cenário de caos: prédios derrubados, escolas destruídas, pessoas procurando seus familiares pelos escombros. A estimativa feita pelas autoridades já passa dos 22 mil mortos e centenas de milhares de feridos. A região da Caxemira foi a mais afetada pelo terremoto. São jovens, idosos, crianças esperando serem atendidas no meio da rua, enfeitada por pedaços de concreto. Alguns hospitais foram destruídos. Médicos se revezam dia e noite para atender os casos mais graves.
Porém, outro fenômeno está acontecendo paralelo aos naturais: o mundo está mais unido. Exemplo claro disso é a ajuda que a Índia está dando ao Paquistão, que à quase 60 anos brigam pela região da Caxemira, considerada ponto estratégico no sul do continente. Na última década, os dois países desenvolveram suas armas nucleares como demonstração do poderio atômico, o que chamou a atenção da comunidade internacional. A Índia já enviou barracas, cobertores, remédios e comida para os sobrevives e feridos. Porém, o Paquistão se recusa a aceitar ajuda militar. O Japão anunciou a doação de mais U$ 20 mi para a reconstrução do país; o ONU (Organização das Nações Unidas) vai pedir em caráter emergencial fundos para o abastecimento de produtos básicos, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) já ofereceu soldados e alimentos.
Junto com a comoção mundial, há também a esperança de fazermos um mundo mais pacifico. Esperamos que atitudes como a da Índia, em ajudar o seu inimigo de tantos anos, possam se repetir em todos os lugares. Assim deixaremos de pensar que a paz entre as nações tornou-se impossível e utópica.
Detalhinho: Estou profundamente comovida com a iniciativa da Índia em ajudar o Paquistão. Isso prova que o mundo não vai se matar. Esatmso tendo consciencia dos nossos atos. Estou muito feliz mesmo!!!
beijos
Tava afim de escutar, ler, assistir alguma coisa nova. Mas olho para meus livros, meus cd´s e minhas fitas procurando algo novo e vejo que já conheço tudo. Tentando olhar algo novo em mim ou nos outros, acabei trocando o dia pela noite. Fico horas olhando pro nada, pro teto, para meu tênis rasgado, vendo a hora passar. E então aparecem varias lembranças da minha infância. O quanto fui feliz, o quanto fui criança, intensa. De fugir de casa e ir jogar bola no asfalto no meio de um monte de meninos; de fumar as bitucas de cigarro da minha mãe; de roubar dinheiro da bermuda do meu visinho açougueiro; de chantagear as empregadas por estarem tendo um caso com meu pai; por aliciar sexualmente o filho do caseiro da fazenda da minha mãe; de esconder os brinquedos caros do meu primo rico; de andar a cidade inteira numa bicicleta rosa com rodinhas; de estar presente toda a semana na diretoria levando um papo cabeça com a psicóloga da escola. Acho que foi pro isso que minha me levou uma vez a uma psicóloga infantil, disseram a ela que eu era uma aluna problema. Primeiro entrei na sala pra conversar com a mulher. Enquanto eu falava ela ficava escrevendo umas coisas num papel. Não gostei de ter ido a essa psicóloga, não tinha divã, era uma cadeira preta e dura. Depois minha mãe entrou na sala e eu tive que sair. Ate hoje ela não sabe disso, mas eu escutei toda a conversa embaixo da janela do consultório. Ouvi quando minha mãe disse que achava que eu tinha algum distúrbio mental, pois não tinha um comportamento de menina. Fiquei triste por saber que minha mãe achava isso de mim. Então, a médica disse que eu era apenas hiper ativa, agitada, que eu precisava fazer outra atividade pra canalizar minha energia em excesso. Lembro que eu queria fazer natação ou aprender a tocar violão, mas ela nunca me colocou pra fazer nenhuma coisa nem outra. A minha única vantagem eram minhas notas, nunca deixei a desejar nesse ponto. Talvez porque ela nunca tenha ido de fato à escola pra saber sobre elas, sempre ia porque eu estava de castigo. Então queria que me notasse pela minha inteligência, mas acho que nunca consegui. Porém, se ela fosse uma mãe que pegasse no meu pé por causa disso, talvez eu não tivesse sido a aluna que eu fui. Acho que o dia em que senti mais orgulho de mim e eu queria que ela tivesse visto foi quando a minha professora da 4ª serie estava corrigindo um dever de casa e a minha resposta à pergunta foi a melhor da classe, até mesmo do menino considerado o CDF, que anos depois vim a ter um flerte( e ele continuava a ser aquele garoto de óculos, CDF). Não queria ter sido uma criança normal, como as outras. Ficaria extremamente frustrada em olhar pra trás e não ter feito nem a terça parte do que fiz. Aí sim, iria achar que realmente eu não era normal. Quero que meus filhos façam a mesma coisa que eu fiz. Que joguem bola na rua, que tenham seu vidro de bola de gude, sua pipa colorida, seu estilingue, seu cofre enterrado no canto do quintal, seu amigo imaginário, seu vídeo game antigo mas legal, sua coleção de figurinhas, as bombinhas de São João nos vasos dos banheiros da escola, das fugas das aulas chatas pra tomar sorvete na esquina. Assim eles não se tornarão adultos secos, controlados pelo tempo, pela rotina e pela sensação de terem sido crianças certinhas, perfeitas. Queria ter feitos tantas outras coisas, mas não pude, não deu tempo, cresci rápido. Ou foi eu que não vi o tempo passar?
Detalhinho: Minha vida tá o regasso!!!espero que ela volte ao normal. Se um homem já dá trabalho, imagine dois....
beijos
Um dia sentei na escada do prédio em que eu morava e me perguntei: o que será de mim? Respostas? Bem, isso eu ainda não tive. E pra que? Já imaginou se tivéssemos respostas pra tudo? Realmente não teria a menor graça viver. As dores, as alegrias, as lágrimas, as paixões, os amores...Tudo isso é bom e é ruim. Porém, uma coisa é indubitável: tudo o que fazemos tem uma pontinha de dor e de amor. Não importa se estamos por cima, se estamos por baixo, se estamos com frio, com fome, seja ela de amor ou de comida. Nosso estado de latência é constante, pois estamos vivos.
Por estarmos em contato com alguma doutrina filosófica ou alguma coisa que valha, achamos que estamos seguros, sempre a solucionarmos o mais ínfimo problema. Ledo engano. As soluções não são nossas, são dos outros. Aí, sim, vai chegar o momento de nós mesmos procurarmos nossas respostas. Já se perguntou se todas as pessoas que você conhece são felizes? Talvez. Mas, na verdade, elas não são porque não querem. O ser humano, por excelência, nunca é feliz com o que tem. Sempre falta alguma coisa, e sempre irá faltar. È uma carro novo, é uma tv de 29”, é uma câmera digital. Ou um namorado que o entenda, que o ame, um amigo pra todas as horas. Já reparou como sempre estamos buscando algo? Entretanto, entramos em uma contradição filosófica: se o ser humano sempre está buscando algo, mas a felicidade plena está em apenas amar aquilo que tem, como ser feliz se esses dois elementos fazem parte da natureza humana? Isso nunca será explicado e nem entendido. Primeiro, se nos contentarmos com apenas aquilo que temos, nos tornamos comodistas. Ou, se não estivermos sempre atrás de algo, a vida perde o sentido. Entendeu a contradição?
A vida, o mundo, parecem ser injustos olhando por essa ótica. E quem não é? Quem nunca pensou em tomar o emprego do outro, o namorado do outro, o amigo do outro? Nós não temos culpa pelo que somos, nem pelo que sentimos, o bem e o mal usam aliança de matrimonio e são muito felizes. Essa mania de humildade, de generosidade, de amor ao próximo nos deixa com um sentimento de culpa, não que esses sentimentos não estejam dentro da gente que não seja bom senti-los. Mas, às vezes somos obrigados a pratica-los, eles não fluem naturalmente.
E o que fazemos para espantar a tristeza, a frustração, o caos, a desordem que nos assola de vez em quando? Ora, olhe uma flor no jardim, uma criança no parque, um doente mental cantando uma música, a servente do shopping, o garoto vendendo balas no sinal, a fumaça daquele café quentinho da padaria da esquina. A paz interior não está nas coisas, mas sim na forma de como olhamos pra elas. A sociedade nos ensinou que o macro, o grande, o colossal supriria todas as nossas necessidades, mas o micro, o pequeno, o efêmero estão ali, todos os dias, mas passa batido aos nossos olhos, preocupados em ver além da sua capacidade.
E todos aqueles sentimentos que, essa mesma sociedade bate todos os dias, em todos os lugares que estamos? Inveja, orgulho, compaixão, paixão, indiferença, saudade, confiança, amizade, desprezo, vergonha, etc? Isso são ferramentas de trabalho, todos eles, um dia devem ser usados, mas no momento certo.
Dor? Ela vai e vem, às vezes vem passar férias, outras só vem deixar um recado. Coloque uma placa em você informando sua ausência toda vez que você achar que ela está pra vir.
Se você não entendeu, não tem importância. Isso aqui não passam de palavras, efêmeras, pequenas, diminutas de alguém que não tem nada pra fazer nas madrugadas de insônia....
Detalhinho: Dia 23 de Outubro em São Paulo vai acontecer o Tim Festival. The Strokes e Kings of Leon vão estar presentes. Acha que vou perder...?
Tirei meus livros do armário, guardei minhas fotos do mural, acendi um cigarro pra descansar enquanto o carro da mudança não chega. Deixar marcado nas paredes daquela casa onde vivi momentos felizes, tristes, confusos, insanos. Olhar pra trás e ver um pouco da minha história ali também. Agora chega os homens da mudança, recolhem meus poucos, mas amados pertences, carregam um fim e um começo. Olho pra tudo sentindo uma nostalgia funda, rasgada, e gostosa. Quantos brindes, quantas conversas, quantos amores...
Chego ao ap novo, limpinho, vazio, pronto pra ser usado. O carreto estaciona pra descarregar as coisas. Vou à sacada ver a nova paisagem que me acordará todos dias. Os livros voltam para o armário, as fotos encontram seus lugares no mural, monto meu quarto como antes. E penso: o que será da minha vida daqui por diante? O que falta para eu ser feliz? Lá em baixo vejo o carro saindo com o tênis que estava na minha mão na carroceria. Corro pelas escadas para ver se ainda o alcanço. Não consegui. Tudo bem, estava velho mesmo... Na portaria encontro uma vizinha que pergunta se sou o novo morador do 401, respondo que sim. Subo com uma música na cabeça, aquela daquele dia no barzinho. Coloco um cd no DVD e vou arrumar as coisas que faltam. Será que meus amigos já sabem que mudei hoje? Que legal, achei uma foto que tirei no meu aniversario de 22 anos dentro de uma revista, esse dia foi muito bom. Bem, acho que o resto das coisas arrumo depois. Abro a geladeira e encontro um vinho que nem sabia que estava lá. Vamos comemorar, estou na minha casa, no meu espaço, como eu sempre quis. Pego o vinho e vou pra sacada, lá fora faz um frio gostosinho. E, ao som de Across universe, uma lágrima rola em meu rosto, sozinha, calada. Uma lágrima feliz....
Detalhinho: Mais uma vez vou mudar de casa, agora vou morar mesmo sozinha. Acho que será molhor mesmo!!
Achava-me uma fonte de cultura, de informação, de sabedoria. Contentava-me com o que as pessoas achavam de mim. Achava que não precisava mais de nada. Bastava eu conhecer uma banda nova, ler um livro novo ou assistir um filme do momento, para estar na frente de todos. Ou então saber palavras difíceis e se sobrepor sobre os outros menos afortunados de cultura. Assim eu achava estar me tornado uma pessoa melhor. MENTIRA! Estava me enganando todo esse tempo.
Num belo dia, estou eu na frente do computador e encontro um amigo que a muito não via. Fiquei extremamente feliz, emocionada até, por rever alguém que fez parte da minha vida. Conversamos um bom tempo mesmo. E num dado momento me toquei do meu engano. Não precisava escutar bandas novas, comprar O código da Vinci ou entender de Marx. Bastava apenas eu refazer conceitos sobre o mundo, quebrar paradigmas, deixar de achar que o mundo conspira contra mim. Senti-me pequena perto dele, tão aquém do que eu imaginava que eu fosse. Descobri um modo mais transcendental de ver as coisas. Falar difícil, escrever bem, articular palavras? Tem um monte de gente que faz isso. Infelizmente eu me deixei acreditar nessa lambança toda. Mas uma vez ele entra na minha vida escancarando portas e janelas.
Detalhinho: É muito bom rever um amigo, e ainda por cima ele ilumina coiss que estavam escuras. Tô muito feliz!!

Não existe uma definição pra saudade, a gente sente e pronto. Dói fundo, parece um corte quando você está cortando tomates pra mamãe. Também não tem hora pra chegar, é só você ouvir uma musica, lembrar de uma história ou simplesmente lembrar de um sorriso e ela logo procura um lugar pra fazer doer. Existem vários tipos de saudade, daquela que você sabe que a pessoa não vai demorar para chegar em casa, daquela que a pessoa viajou mas já, já ta de volta, daquela que a pessoa vai demorar um ano pra voltar ou daquela que você sabe que a pessoa não volta nunca mais. Por mais que seja doida, a saudade é um sentimento bom, não é como a inveja ou o ódio. Na saudade, os nossos maiores refúgios são as lembranças, são elas que vão nos ajudar a segurar a barra que é estar longe de quem você ama.
Sinto saudades de tanta coisa...Da minha infância, da época de escola, das reuniões em família(pensei que nunca fosse falta disso), do meu antigo emprego. Mas, neste momento, o que sinto mais falta são dos meus amigos. Eles me completam, me alimentam de coisas boas, de esperança, de felicidade. Sem eles, talvez eu já tivesse desistido por completo dos meus planos. Uns estão muito longe, outros já estão mais perto, porém o importante é que sempre estarão comigo, sempre. E quando você sentir saudades de um amigo, lembre da cerveja gelada, do filme com pipoca, do ultimo cigarro na carteira, das brigas, das broncas, dos conselhos, da troca de olhar quando o assunto acabou, da espera pelo amanhecer do dia, das lágrimas na despedida, como essas que agora derramei em escrever isso.
Detalhinho: Ricardo, Nielsen e Flávia: vocês são os melhores amigos que alguém poderia ter. Sim, claro que tenho outros amigos, mas cada um de vocês têm um pedaço dentro de mim.
beijos
Amor é um suspiro com o primeiro gole de um copo de cerveja, é o que te acompanha numa ducha quente pela manhã fria; Amor é o derradeiro cigarro que sobrou no fundo da carteira, existe um prazer em ser o último e o mais gostoso; Amor é espera, paciência, perdão incondicional; É chorar baixinho, calada, é ver o corpo esquentar sem ter febre; Amor é ter sempre que vigiar as palavras, ele às vezes gosta de escapar; Amor tem opinião própria, não escuta o que a gente fala; O amor é aspirina, morfina, anfetamina, cocaína, é o calor de Teresina; Amor é risco de morte, é um eterno adormecer em vida, é uma coceira no lugar mais inacessível das costas; Amor é epilepsia, claustrofobia, é cleptomania, é um fim de semana na Bahia; Amor é um tratado de paz, é um terrorista cheio de bombas; Amor é imaturo, confuso, é amigo íntimo de Dalai Lama; O amor é parceiro, estrangeiro, feiticeiro, se joga fácil de desfiladeiro; Amor é uma crise de abstinência, é o barato de uma picada, é um tiro numa carreira, de advogado ou engenheiro; Amor é festinha, festão, festim; Amor é o abraço na saudade, é um papo nostálgico com a dor, com as lembranças, com a esperança; Amor é o azul que nos engole em plena seis da tarde; Amor é um super herói politicamente incorreto; É tudo aquilo que sinto, está dentro de mim, como sangue, como as veias, como os sonhos. O amor é isso, é tudo o que não podemos explicar, é o inexplicável.
Detalhinho: Essa foi uma crônica que escrevi para o dia dos namorados. Porém, não foi um dia muito bom pra im, por isso não coloquei. Enfim...
Beijões
Nosso (louco) amor!
Pode ser que ela venha me ver hoje à noite. Nosso (louco) amor está suspenso sobre um fino fio de arame. Sem regras, sem rotina, improvável, quase sem futuro... Digo isso porque o futuro não existe, e também porque sinto de uma maneira clara que o nosso (louco) amor, apesar de tudo, ainda está lá, latejante, pulsante, irracional, demente, disperto. Mas o que é "apesar de tudo" para o abrangente, desconhecido e revelador reino do amor?
Se ela vier, noite e dia serão uma só pessoa. Mas ela é uma amante imprevisível, poética. Que sabe exatamente o momento de chegar e me surpreender. Está conectada em minha alma de uma maneira atroz. Ainda não sei se age movida por ondas telepáticas, intuição feminina ou por pura bruxaria. O mais provável, conhecendo-a como julgo conhecê-la, é que ela seja uma exímia surfista das ondas do acaso.
O fato é que minha vida é esperá-la. O "apesar de tudo" não pesa sobre nós como pesa para os outros. Para os outros, o amor é um jogo de cartas marcadas, uma cartilha a seguir, algo extraído de letras de músicas e livros previsíveis, novelas de tv e falsos filmes românticos. Para o nosso (louco) amor todas as leis são transcendentes e provisórias. Ele tem sido errado para poder ser intenso e revelador. É um (louco) paradoxo luminoso. Um amor no temporal.
Um dia resolvemos testar as fórmulas convencionais: casamos, dividimos o memso teto, a mesma cama, noite após noite, as contas, os sonhos, enfim, fomos um casal tal qual manda o figurino. Só que não seguimos o texto e nem tampouco o figurino. E acabamos por penetrar numa galáxia desconhecida onde o amor era o sol entre milhares de sóis. E tanta luz acabou nos cegando.
E o nosso (louco) amor ficou ainda mais (louco) amor. É bem possível que ela não venha hoje. O acaso, afinal, é um oráculo ilógico. Resta-me um consolo da eternidade.
Detalhinho: Rememorei alguns fatos deixados pra trás. Minha vida em 2002 estava assim. Essa é uma crônica de Ciro Pessoa, um dos autores de Sonífera ilha. É só pra relembrar mesmo...
beijos

Em meados da década de 80, os ingleses começaram a organizar festas em terrenos ermos, longe da cidade, devido ser proibida a realização de festa depois da meia noite. Assim nasciam a raves, que hoje são conhecidas no mundo todo. Paralelamente nascia também a música eletrônica, com batidas fortes e repetitivas. No Brasil, ela pousou em meados da década de 90, enfraquecendo com a cultura de boites fechadas, legado da década anterior.
Já em Macapá, a proposta de música eletrônica chegou no ano de 2000, mas não vingou. Depois de 3 anos, surgia um movimento tímido, que se reunia em casas ou terrenos ermos também. À medida que o tempo foi passando, outras pessoas aderiram ao novo som que chegara. Assim nascia os serotonimaniacs, uma turma de amigos que se tornaram figurinhas carimbadas em todas as raves da cidade. As festas agora eram freqüentes, as batidas sempre diferentes, o movimento em expansão. Era questão de status estar numa festa de música eletrônica, até porque a cidade é movida por febres e modinhas. Porém, houve um momento em que a e-music amapaense estagnou. As festas diminuíram e muita gente voltou ao que gostava antes, midi back, flash back, brega ou pagode. Apenas os verdadeiros seguidores e grande parte dos serotonuimaniacs continuaram a organizar encontros nos terrenos longe da cidade. O movimento tomou cara de gueto, sempre escondido dentro de mato e com convidados seletos.
Agora, pergunta-se: quem é ou quem são os culpados por esse atraso na evolução musical do estado do Amapá? È uma questão cultural, comodismo, falta de personalidade do amapaense que consome cultura de massa ou são certos dj’s que insistem em fazer festas para comemorar não sei quantos anos de carreia e puxam músicas do arco da velha nos atrasando ainda mais?
Detalhinho: Sei que muitos que frequentam meu blog não sabe da realidade de Macapá. Lá há um movimento que diz ser a favor da música eletrônica, mas na verdade tem medo de se render à evolução contínua da música.
beijos

Descobri uma coisa que pensava ter necrosado com o tempo: ainda tenho um coração. Acordou em meio ao lixo, as folhas, a poeira. Estava fraco, quieto, escondido. De repente, começou a pulsar mais forte, a ficar acelerado quando sentia um perfume parecido, quando via um carro semelhante, quando escutava alguma música do Placebo. Mas eu conheço esse órgão meio atrapalhado, insiste em me colocar em situações que depois não consigo reverter. No entanto, acordar com beijinhos numa manhã fria de domingo em São Paulo, nem o coração mais morto e enterrado resiste, ressuscita mesmo. Agora ele experimenta a saudade, um sensação gostosa e angustiante, quer passar a mão no telefone, mas não sabe se deve. Tenta se distrair olhando para os lados, mas tem a impressão estar, a todo momento, se traindo. E agora? Controle sobre ele eu não tenho, cansei de dizer pra tomar cuidado, até parece que ele tem vida própria. Porém, deixo ele correr solto, pois viver o que ele está vivendo me deixa um pouco viva também. E pensar que tudo começou aqui, neste cantinho...
Detalhinho: Sem comentários...
Boa semana para todos!
Você, algum dia, já se pegou falando mal da sua terra? Com certeza, já. Eu também, por diversas vezes eu me flagrei metendo o pau em Macapá, criticando as pessoas sem cultura, as ruas cheias de buraco, a corrupção esmagadora, o crescimento desordenado, o descaso com saúde pública. A partir do momento que você sai de sua cidade, suas dimensões e seus conceitos sobre sociedade se dilaceram e se refazem na mesma hora.
Quarta feira estava eu e meu amigo Nielsen tomando uma cerveja na Av, Paulista. Sentamos e começamos a conversar trivialidades. Na mesa ao lado tinha uns garotos com, no máximo, 19 anos. Com o nosso velho e bom papo de barzinho, nos unimos a eles. Pedimos mais uma cerva e, num gole e outro, dissemos que éramos de Macapá. Daí em diante não pararam as perguntas sobre a cidade, o açaí, a pororoca, o calor e as mulheres. Senti um aperto de saudade misturado com raiva, pois não quero ser hipócrita de dizer que Macapá é melhor que Sampa. Apenas queria que ela evoluísse mais. Uma das coisas que Macapá tem é essa visão pequena de tudo. O cidadão espera um concurso, passa, ganha um salário micho, compra um carro e acha que a vida está feita. Esse pensar pequeno é que eu não gosto. Mas nada me faz mais feliz que chegar na Beira-Rio, encontrar meus amigos(poucos, mas meus amigos) e tomar uma cerva. Em São Paulo, parece que as pessoas lêem nos teus olhos que você não é daqui. Existe um deboche velado no sorriso do paulistano, um comentário com uma fitada discreta. Tenho saudades de Macapá, mas quero passar um tempo longe dela. Se todas as pessoas pudessem se afastar e voltar, acho que minha cidade ia mostrar mais atitude. Então, faça as malas...
Detalhinho: Gente, parada gay tá aí. Tô super ansiosa. Ver 2 milhões de pessoa não é todo dia.
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Estava eu na frente da tv assistindo ao Jornal Nacional e vi a chamada do Fantástico. Neste Domingo estreará um quadro novo falando sobre adolescência. Aproveitei e fiz uma retrospectiva na minha. Ops! Descobri que não tive adolescência. Perdi a pureza dos olhos muito cedo, me apaixonei pela pessoa errada e fiquei presa a ela durante muito tempo. Até meus doze anos eu ia ao shopping paquerar os garotos da minha idade. Porém, não era isso que eu queria, queria os garotos mais velhos, porque era mais excitante. Aos meus quatorze perdi minha virgindade. Pimba!! Desde daí deixei de fazer coisas de adolescente e me tornei uma mulher. Hoje com 20 anos, vejo as meninas do prédio se flagelando porque deu um beijo na boca do amigo de faculdade. Ora, faça-me o favor!!!E eu querendo discutir orgasmos intermináveis, posições mais confortáveis ou relacionamentos homossexuais(tem uma coisa muito interessante comigo: toda vez que tenho um orgasmo eu choro. É incrível!!!) Bem, tem que dar um desconto, afinal, são adolescentes e por essa fase eu não passei.
Agora acordo de um sono profundo e descubro que joguei pela janela 5 anos de minha vida. É extremamente doloroso quando você se depara com o tempo perdido, com a teimosia. Viver minha adolescência eu não vou mais viver, agora é olhar pra frente, mirar um novo alvo e atirar. O mais importante da minha vida neste momento é minha profissão. É ela que me faz engolir um brejo de sapos todos os dias. Abram as cortinas, que a peça da minha existência ainda está no primeiro ato, paramos apenas para retirar alguns atores que se tornaram inúteis.
Detalhinho: Vou encontrar novamente meu grande amigo nielsen. Estará em SP nesta sexta feira, e como não poderia deixar de vê-lo, também vou a capital...
beijos
Tenho um fragmento de mim perdido numa cidade suja, mas não estou triste por sentir falta dele, e sim por ter deixado-o sozinho. Não éramos comuns, apenas éramos nós, que com um gesto e um olhar sabíamos a profundidade dos nossos riscos. Nosso hibridismo e nossas mazelas nos ligavam a cada instante de incertezas. E, por incrível que pareça, nosso refúgio do mundo eram nossos colos. Dividíamos a cerveja, o cigarro, os cd’s da Legião, os homens e as mulheres. E a única constante que existia era sabermos que éramos bem maiores que os outros, pois estávamos juntos, livres, apaixonados pelos vícios mundanos. Padrões, tabus, pudores? Nada batia na porta, tudo se tornava tão inútil perto do desejo de possui o impossuível, de tocar o intocável. E agora estou pequena, perdi meu parceiro, meu amigo, um lado de mim tão forte. A distância faz com que os sentidos fiquem latentes. Porém, o que me conforta é saber que está no mesmo lugar que deixei. Voltarei para nosso mundo com um arco-íris gigante, mais viva que nunca, porque ele me fez assim, ele quis assim. Demos uma pausa na vida louca, mesmo que ela não mereça. Sentir um aperto funesto no peito eu sinto todos os dias. Infelizmente da saudade não conseguimos nos livrar, como fazíamos com as pessoas indesejáveis que queria fazer parte da constelação das estrelas brilhantes. Talvez porque a saudade se faça necessária, presente nos meus olhos quando uma lágrima cai no meu travesseiro. Embrulho-me com um manto de esperança e, com ventos de vaidade, embalo meus sonhos mais orgásmicos. E pela manhã sinto os primeiros raios libidinosos do sol, excitando minha pele branca.
E assim os dias passam, com alegrias, tristezas, saudosismo e coragem. Aqui estou, por força do que chamam de destino, aqui me vejo. Graças a esse amigo que a vida me deu de presente. Fracasso? Que nada, ele me ensinou que essa palavra não existe pra nós dois. A paciência, sim, é regada todos os dias com bons vinhos. Engraçado: eu sou uma criança que quer crescer, e ele é uma criança que não vai crescer nunca. Assim espero.
Detalhinho: Nil, estás sempre comigo. Nos dias de frio e calor. De amor e dor. Te amo, amigo!!!
Hoje tive um sonho, sonhei coisas nas quais nunca tinha feito e, se tivesse feito mudaria toda a história da minha vida. O quarto estava frio e gostoso, como todas as noites de um longo outono. Sonhei com os carinhos que não fiz, com o beijo que não dei, com o abraço esquecido no canto do armário. Agora pago pela minha falta de sensibilidade, pelo meu engano. Assumo que não fui aquilo que deveria ter sido e isso me faz uma imensa falta. Hoje tudo está tão próximo, porém, ao mesmo tempo tão distante. Posso fazer tudo o que eu quiser. Dormir agarradinho, acordar com beijinhos, assistir um filme juntinho, andar no frio coladinho pela madrugada. Mas não devo. Um dia isso me foi permitido, e eu não aproveitei. Tive a cama, o travesseiro, o cobertor, a metade do cigarro. E o que me restou? Apenas as desculpas delicadas para não me machucar, o sorriso de adeus de todas as noites quando sai em busca da outra, a companhia limitada pela distância dos corpos. E o que faço? Me castro com as navalhadas e as tiradas do dia-a-dia, controlo meu ciúmes e meus impulsos, meus desvarios e insanidades. Tento manter minha normalidade e meu sorriso de contentamento, escondendo minha angústia e depressão. Ah, se todas as estrelas me dessem a notícia que tanto quero ouvir... Me culpo por não ter sido mais, melhor, maior. Não sei se é um defeito meu, mas sempre olho para trás pra tentar consertar meu presente, e acabo recordando e me afundando nas minhas falsas esperanças construídas com concreto. E o que faço? Durmo em minha cama e sonho com aquilo que não posso ter...
Dueto - Chico Buarque e Zizi Possi
Consta nos astros
Nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio
Eu vi num espelho
Tá lá no Evangelho
Garantem os orixás
Serás o meu amor
Serás a minha paz
Consta nos autos
Nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese
Eu li num tratado
Está computado
Nos dados oficiais
Serás o meu amor
Serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário
E se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir
Em nos separar
Danem-se
Os astros, os autos, os signos
Os dogmas, os búzios, as bulas
Anúncios, tratados, ciganas
Projetos, profetas, sinopses
Espelhos, conselhos
Se dane o Evangelho
E todos os orixás
Serás o meu amor
Serás amor, a minha paz
Detalhinho: Estou na maior prova de autocontrole que alguém pode ter. Passar o dia inteiro fuçando um passado de momentos bons e ruins. Tentar mudar velhos hábitos para que esses momentos se repitam. Já consultei os Orixás, psicólogos, boêmios, chapados...Será que um dia...
beijos!!!